As pavimentações são estruturas feitas de múltiplas camadas, sendo que o revestimento é a camada responsável por receber e transmitir a carga dos veículos e também serve como proteção contra o intemperismo* (*conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas).
Para a implantação da pavimentação asfáltica devemos iniciar com quatro camadas sendo elas:
1.Revestimento de base
2.Base,
3.Sub-base
4.Reforço do subleito
No Brasil o tipo de asfalto mais utilizado para revestimento é o CBUQ sigla para Concreto Betuminoso Usinado a Quente.
Na engenharia rodoviária, cada tipo de asfalto se destina a uma finalidade. O ADP (asfalto diluído de petróleo) é utilizado para a impermeabilização da base dos pavimentos. Já o CAP (cimento asfáltico de petróleo) e as emulsões asfálticas são utilizadas nas camadas de rolamento das rodovias, dessa maneira o CAP entra como constituinte dos revestimentos asfálticos de alto padrão como o CBUQ, as emulsões asfálticas são constituintes dos revestimentos de médio e baixo padrão, como os pré-misturados a frio e a quente (PMF e PMQ) e os tratamentos superficiais, as lamas asfálticas e microasfalto.
Para definir o uso de um revestimento de alto, médio ou baixo padrão deve se levar em conta aspectos como: número e tipo de veículos pesados que transitam/transitarão no local, a vida útil adotada para o pavimento, a disponibilidade de material, a composição das camadas inferiores do pavimento, entre outros.
Curiosidade: No Brasil, a primeira rodovia asfaltada do país foi a Rio-Petrópolis, em 1928, durante o governo Washington Luís